A Prefeitura de São Paulo decidiu que não irá mais realizar o Réveillon e que vai continuar mantendo a obrigatoriedade do uso de máscaras após a descoberta da variante ômicron do novo coronavírus. As medidas foram dadas como sugestão pela Vigilância Sanitária, que criou uma pesquisa com dados epidemiológicos sobre a pandemia.
A finalização do estudo estava prevista para o próximo domingo (5), mas foi antecipada para a Secretaria Municipal da Saúde na noite de quarta-feira (1º). "Eu o enviei ao prefeito [Ricardo Nunes, do MDB], em Nova York, que deverá se pronunciar sobre os indicativos às 10h30 desta quinta", afirmou Edson Aparecido, titular da pasta, à Folha.
Na recomendação feita ao Governo de São Paulo, o Comitê Científico apontou que há incertezas quanto ao impacto da variante ômicron às vésperas do fim de ano. Os períodos de Natal e do Réveillon costumam provocar grandes aglomerações, o que facilita a transmissão de doenças respiratórias como a Covid-19.
São Paulo foi o primeiro estado a instituir um Centro de Contingência da Covid-19 no país, em 26 de fevereiro de 2020, imediatamente após a confirmação do primeiro caso da doença no Brasil. Além disso, São Paulo foi um dos primeiros estados a exigir o uso de máscara e a implantar a quarentena.