Procon: cesta básica ficou quase 8% mais cara no último ano em SP

 Café e açúcar lideram a lista dos produtos que ficaram mais caros nos últimos 12 meses

Procon: cesta básica ficou quase 8% mais cara no último ano em SP


Os preços dos alimentos em 2022 devem sofrer alta expressiva já nos próximos meses. Uma pesquisa do núcleo de pesquisas do Procon-SP, em convênio com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelou que a cesta básica no estado de São Paulo teve aumento de 7,95%.

Segundo o estudo, o conjunto de alimentos elementares teve seu preço médio passando de R$ 1.007,89, em dezembro de 2020, para R$ 1.088, em dezembro do ano passado. Além dos alimentos, a pesquisa também observou variação em produtos de limpeza, com alta de 18,56% e de higiene, com aumento de 8,7%.

Quando avaliados somente os produtos de alimentação - aqueles cujo preço tem maior peso no valor da cesta - observa-se que o valor médio destes produtos beirou os mil reais, passando de R$ 883,28, em dezembro de 2020 para R$ 947,86 o último mês de 2021.

Entre os motivos para os aumentos de preços estão variações climáticas, alteração da oferta ou demanda pelos, preços das commodities, cambio, formação de estoques e desonerações de tributos. Além disso, a questão política e histórica dos últimos governos pode ter contribuído para a alta acumulada de preços.

Enquanto no grupo de alimentos, 23 dos 28 produtos analisados tiveram aumento de preço, todos os produtos de higiene e limpeza ficaram mais caros, no período considerado. O estudo pode ser consultado na íntegra no site do Procon-SP.

Confira os produtos que ficaram mais caros nos últimos 12 meses: 

  • Café em pó (500g): de R$ 7,47 para R$ 12,39 (65,86%); 
  • Açúcar refinado (5 kg): de R$ 13,09 para R$ 20,95 (60,05%); 
  • Biscoito maisena (pacote 200g): de R$ 2,45 para R$ 3,36 (37,14%); 
  • Margarina (250g): de R$ 2,35 para R$ 3,21 (36,60%).
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